terça-feira, 22 de novembro de 2016

Cortadores de cana de açúcar vivem trabalho escravo

Descrição para cegos: foto de um trabalhador no canavial, curvado, segurando um facão com a mão direita erguida enquanto com a esquerda segura uma cana par cortá-la.  Veste camisa que cobre seus braços, calça comprida com bota de borracha e boné de onde sai um pano que lhe cobre a nuca..
Por Annaline Araújo

Mesmo com a mecanização do corte da cana de açúcar, a exploração dos trabalhadores nesse setor continua. Eles sofrem com a jornada exaustiva e a má remuneração, pois não tem um valor fixo. Dependem da produção e a meta diária estabelecida, o que varia e é calculada em toneladas.
“O trabalho no corte de cana-de-açúcar é, reconhecidamente, um dos mais árduos do meio rural brasileiro. Assim, hoje, o ritmo imposto aos trabalhadores é de competição com as máquinas, já que uma colheitadeira realiza o trabalho de 80 a 100 pessoas. Excesso de horas extras é um dos problemas mais comuns nas lavouras do país”, explica o site Escravo Nem Pensar, que atua na denúncia contra o trabalho escravo no país.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

A escravidão ainda existe

Descrição para cegos: imagem de um boneco cabisbaixo, tendo uma das pernas presa a uma pesada bola de ferro por uma corrente.

O conceito de escravidão mudou. Hoje é considerado trabalho escravo qualquer forma laboral em que o indivíduo é obrigado a jornadas exaustivas, não tem descanso suficiente ou é submetido a condições de trabalhos degradantes. O site Repórter Brasil
 tem uma reportagem em vídeo que conta a história de duas bolivianas enganadas e trazidas para o Brasil com a esperança de melhoria de vida, mas ao chegarem, foram submetidas ao trabalho escravo. Assista ao vídeo (Annaline Araújo)

domingo, 4 de setembro de 2016

Excesso de trabalho na Rio2016

Descrição para cegos: Grandes tendas de lanchonetes montadas na Arena de Vôlei de Praia à noite, em Copacabana, no Rio de Janeiro, com bastante gente esperando a vez de ser atendida.
Por Annaline Araújo 

"Parece até um trabalho escravo". Isso foi parte do relato de uma das funcionárias que trabalhou na lanchonete da Arena de Vôlei de Praia, no Rio de Janeiro, durante a Olimpíada. Muitos, como ela, reclamaram das condições de trabalho, como a falta de alimentação adequada. Outros chegaram, inclusive, a abandonar a atividade, o que causou transtorno no serviço aos torcedores.  

quinta-feira, 31 de março de 2016

Série fotográfica retrata a escravidão moderna

Descrição para cegos: foto mostra um grupo de mineiros sentados. Eles estão sem camisa, os corpos
cobertos de poeira e, na cabeça, têm uma lanterna usada para iluminar os túneis da mina,
presa por uma correia 

Será que ainda há escravidão na sociedade contemporânea? Afirmo com tristeza que sim. Atualmente, mais de 27 milhões de pessoas são escravizadas e a maioria de nós finge não saber. Foi para trazer a tona esta parte da sociedade que a fotógrafa e ativista Lisa Kristine produziu a série Modern Day Slavery. Na série, Lisa mostra o terrível mundo da escravidão moderna. Em 2012, na conferência TED, sua interferência deixou o alerta sobre este grande problema. TED é uma organização sem fins lucrativos, dedicada ao lema “ideias que merecem ser compartilhadas”. Começou há 26 anos como uma conferência na Califórnia. Você pode conferir algumas imagens da série e o vídeo da conferência neste link (Samara Mello).

terça-feira, 20 de outubro de 2015

A origem do que vestimos

Descrição para cegos: cartaz do documentário
mostra três pessoas (duas mulheres e um homem)
bem vestidas com sacolas de compras
cobrindo-lhes as cabeças. Em volta delas várias sacolas
de compras abarrotadas de roupas.
Você já parou para pensar de onde vêm as peças de roupa que usa, de que material são feitas ou quem as produziu? Normalmente nunca nos questionamos sobre essa origem. Porém, um fato pouco conhecido é que a chamada ‘indústria da moda’ é a 2ª mais poluente, perdendo apenas para a de petróleo. O documentário “The True Cost” faz revelações espantosas sobre cada etapa da cadeia produtiva da indústria de vestuário, dando destaque aos impactos ambiental e humanitário. Seu objetivo é fazer refletir sobre o consumismo e responder à pergunta: “quem realmente paga o preço pelas nossas roupas?”. 
Leia, a seguir, a crítica da jornalista Ana Carolina Rodarte, no seu blog Fashionbudz (Giovana Ferreira).

The True Cost: quem realmente paga o preço das suas roupas?


sexta-feira, 13 de março de 2015

Trabalho análogo à escravidão: uma latente realidade

Descrição para cegos: foto em preto e branco mostra um grupo de 7 trabalhadores rurais atrás de grades que parecem ser de caminhão de transporte de cana de açúcar. 

Por Natan Cavalcante

No dia 28 de janeiro foi lembrado o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. Ainda nos dias atuais, é possível perceber que a exploração da mão de obra de seres humanos permanece como uma latente e obscura realidade do Brasil. Mais de um século depois de instituída a abolição da escravidão (Lei Áurea) [1], acordo datado de maio de 1888, é fácil constatar que não erradicou-se por completo essa prática no país.

domingo, 7 de setembro de 2014

Construção Civil X Analfabetismo

Descrição para cegos: imagem mostra aula do projeto Zé Peão. A atividade é numa sala no canteiro de obra, ainda não concluída, com uma das paredes ainda nos tijolos, sem revestimento ou pintura. Sentados em carteiras, 6 operários ouvem a professora, que está de pé.

O Dia Internacional da Alfabetização é comemorado no 8 de setembro. Um setor que sempre foi visto com alto índice de analfabetismo é o da construção civil, porém tem se mobilizado para mudar essa realidade. Em todo o país já há alguns anos empresários e entidades ligadas ao segmento têm promovido programas de alfabetização e aperfeiçoamento educacional com o intuito de reduzir esse cenário histórico da mão de obra empregada nos canteiros.
Aqui na Paraíba destaca-se o projeto Zé Peão, do Centro de Educação da Universidade Federal da Paraíba que há 23 anos desenvolve atividades de alfabetização no próprio canteiro de obras, numa parceria com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário (Sintricom).