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terça-feira, 30 de outubro de 2018

REDE HAVAN É PROCESSADA POR COERÇÃO DE VOTO.


Descrição para cegos: Imagem do empresário Juliano Hang a frente de inúmeros funcionários da Havan vestidos com camisas verdes onde há escrito: "O Brasil que queremos só depende de nós", em amarelo.
Por Luana Almeida

   Recentemente, um vídeo do proprietário da rede de lojas de departamento Havan, Juliano Hang, chocou o Brasil quando o mesmo obrigou seus funcionários a declarem voto no candidato à presidência da república Jair Bolsonaro.
   Nas imagens Hang aparece vestindo uma camisa com o rosto do candidato do PSL e seus funcionários usam uma camiseta, em verde e amarelo, com a frase “O Brasil que queremos só depende de nós”.
   No vídeo, o empresário faz comentários sobre questões ligadas ao comunismo, União Soviética , Venezuela e também sobre a disputa eleitoral ao governo de SP. Ao fim, pede a seus funcionários: “Façam voto útil, votem todos em Bolsonaro…”
"Se não abrir mais lojas e se nós voltarmos para trás você está preparado para sair da Havan?"
   O Ministério Público do Trabalho em Santa Catarina processou a rede Havan por supostamente impor os funcionários o voto no candidato e determinou que a decisão da ação fosse fixada em cada uma das lojas da cadeia.
   A Justiça do Trabalho ainda obrigou o empresário a gravar um novo vídeo, onde lê a sentença de seu caso e se retrata deixando uma mensagem sobre o direito à liberdade do voto.
   No mesmo dia da publicação do vídeo, o Ministério Público do Trabalho divulgou um alerta reafirmando que empregadores não devem coagir, impor ou direcionar os votos de seus funcionários: “Se ficar comprovado que empresas estão, de alguma forma e ainda que não diretamente, sugestionando os trabalhadores a votar em determinado candidato ou mesmo condicionando a manutenção dos empregos ao voto em determinado candidato essa empresa vai estar sujeita a uma ação civil pública, inclusive com repercussões no sentido de indenização pelo dano moral causado àquela coletividade", Ronaldo Curado Fleury, procurador-geral do trabalho, em nota divulgada pelo MPT.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Assédio no trabalho: como identificar e como agir

Descrição para cego: ilustração de André Abreu mostra grande punho fechado que projeta a sombra de um martelo contra um empregado pequeno, com medo, que tem a sombra em formato de prego.
Infelizmente, abusos acontecem em todas as esferas sociais e no trabalho não é diferente. Pior ainda que a humilhação e a depressão, que podem ser consequências desse cenário, é não saber identificar um assédio moral no trabalho e com isso deixar que ele continue. Saiba que é possível identificar e caracterizar uma relação abusiva no ambiente de trabalho. Confira aqui uma reportagem esclarecedora sobre o assunto, contendo inclusive orientação de como agir nessas situações. (San Vilela)

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

O peso do trabalho

Descrição para cegos: a ilustração mostra silhuetas de homens de terno e com pastas na mão, correndo sobre a borda de um grande cronômetro.

Por Lucélia Pereira

O trabalho é uma atividade marcada por valores econômicos e sociais. Na balança das virtudes, realização pessoal, prosperidade financeira e amadurecimento são algumas das qualidades atribuídas à atividade. Mas o trabalho também pesa. E às vezes a carga é maior do que alguém pode carregar.
Na faixa Música de Trabalho (composição de Renato Russo, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá), presente no álbum A Tempestade, da banda de rock Legião Urbana, o eu lírico se mostra dividido entre a consciência da importância de ter um emprego e as dores trazidas com o ofício.

domingo, 12 de novembro de 2017

Sobre mulheres, refúgio e trabalho

Descrição para cegos: foto de lara, refugiada de Moçambique. Ela está sentada em uma cadeira e ao seu lado vemos uma mesa com dois computadores.

Como forma de celebrar o encerramento da segunda edição do projeto Empoderando Refugiadas, a Rede Brasil do Pacto Global da ONU lançou o documentário Recomeços: Sobre Mulheres, Refúgio e Trabalho, que apresenta relatos emocionantes de dez mulheres refugiadas no Brasil, mostrando suas experiências e desafios ao recomeçar a vida em outro país. Elas abordam principalmente os impactos do trabalho em suas relações familiares e sociais. O projeto Empoderando Refugiadas é uma iniciativa que visa aumentar o acesso dessas mulheres ao emprego formal no Brasil. Assista ao documentário aqui. (Lucélia Pereira)

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Circuito fechado

Descrição para cegos: foto de uma ampulheta em cima de um jornal.

Lucélia Pereira

Desculpe-me, depois ligo pra você. Esqueci meu nome. Devo tê-lo deixado anotado em alguma lista das minhas tarefas do dia. A vida é curta e eu não sabia. Depois das obrigações, reuniões, repartições e negociações de trabalho, vou contar quantos minutos me sobram pra viver de verdade. 
Hoje parece que não vai dar tempo de sorrir. O relógio de pulso me avisa que hoje não dá. Talvez amanhã, se ele me deixar, ou se houver um tempo em minha agenda.
É da empresa privada o meu tempo, meu nome, minhas mãos, minha energia, disposição, dedicação e alguns longos anos da minha vida quase inteira. Não me interessa ser o funcionário do mês e eu já nem sei porque estou nesse sistema mecânico. Eu também queria ir embora, fazer uma greve ou rebelião, subverter o padrão, mas hoje não vai dar.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Setor metalúrgico perdeu 544 mil vagas em 4 anos

Descrição para cegos: foto de metalúrgico usando capacete e máscara de proteção. Em segundo plano, vemos labaredas, indicando que algo está sendo soldado.

De acordo com Marcelino da Rocha, presidente da Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (Fitmetal), o setor teve uma queda de 544 mil vagas de emprego desde 2013. A informação foi dada durante o 4º Congresso Nacional da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil - CTB. Enfrentando quatro anos seguidos de mais demissões que contratações, o país conta com apenas 1,9 milhão de metalúrgicos com carteira assinada. Mais informações podem ser lidas no Portal CTB, através deste link. (Lucélia Pereira)

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Assédio sexual no trabalho: identifique e denuncie

Descrição para cegos: capa da cartilha. Apresenta a ilustração de uma mão sobre o rosto de uma mulher.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) lançou uma cartilha de combate ao assédio sexual no ambiente de trabalho. Em um formato de perguntas e respostas, a publicação informa sobre situações que configuram a prática abusiva e orienta empregadores e vítimas sobre como denunciá-la. Além disso, explica como o MPT atua para coibir esse tipo de crime. O material foi feito em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Para acessá-lo, clique aqui. (Lucélia Pereira)

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Acidentes de trabalho no Brasil

Descrição para cegos: operário manusea botões de uma máquina em uma indústria. Na imagem, ele aparece equipado, com luvas, óculos, protetor de ouvidos e capacete.

Por Amanda Rodrigues

Descuido, falta de equipamentos de segurança e até exaustão provocam 700 mil acidentes de trabalho por ano em todo o país. De acordo com o Ministério da Fazenda, entre 2012 e 2016, foram registrados 3,5 milhões de casos nos 26 estados e no Distrito Federal que resultaram na morte de 13.363 pessoas e geraram um custo de R$ 22,171 bilhões para os cofres públicos com gastos da Previdência Social.
As justificativas dos gastos envolvem motivos como auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, pensão por morte e auxílio-acidente para pessoas que ficaram com sequelas. Nos últimos cinco anos, 450 mil pessoas sofreram fraturas enquanto trabalhavam.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

A imagem do trabalho na imprensa

Descrição para cegos: imagem de um homem, negro, trabalhando com uma rebarbadora em um galpão. Na foto, ele usa um macacão de trabalho e óculos escuros para proteção.

A relação da imprensa com temas ligados ao trabalho nunca foi das melhores. Isso se dá devido à visão da mídia no campo trabalhista, associada muitas vezes às necessidades patronais. Sobre o assunto, o professor Ricardo Alexino Ferreira, da Escola de Comunicação e Artes da USP (ECA-USP) publicou um artigo no Jornal USP em que aborda como a imprensa se volta para fatos e questões relacionados ao trabalho e o modo como essa produção de sentidos se agrega a várias outras construções, que vão alimentando o imaginário social. Leia o artigo aqui .  (Amanda Rodrigues)

domingo, 4 de junho de 2017

O Brasil 129 anos depois da Lei Áurea

Descrição para cegos: foto antiga mostra dois homens em um riacho garimpando. Um deles, de aparência adulta, encontra-se inclinado com uma bateia, enquanto o outro, mais jovem, sai da água com a bateia cheia de cascalho na cabeça. Completam a paisagem uma cachoeira e algumas casas no alto de um morro.

Por Amanda Rodrigues

No dia 13 de maio, completaram-se 129 anos da promulgação da Lei Imperial nº 3.353, mais conhecida como Lei Áurea, que proibiu a escravidão no Brasil. Contudo, ela ainda persiste de várias formas no país.
Entre dezembro de 2014 e dezembro de 2016, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), foram registradas 250 ocorrências de trabalho escravo no país. O estado que lidera o ranking de autuações e o de trabalhadores flagrados em situações degradantes é o Pará.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

OIT e o futuro do trabalho

Descrição para cegos: foto antiga de um trabalhador que constrói o edifício do Empire State, em Nova York, no ano de 1930. Na imagem, ele encontra-se fazendo um trabalho manual no alto da construção, sentado e  sem proteção,  apenas de uniforme e luvas. 
Por Amanda Rodrigues
O mundo do trabalho encontra-se em meio a um grande processo de mudanças, impulsionado por várias forças de transformação: desde a evolução das tecnologias, passando pelo impacto das alterações climáticas, até as constantes transformações na produção e no emprego, por exemplo.
A Organização Internacional doTrabalho (OIT), nos últimos dias 6 e 7 de abril, recebeu em sua sede em Genebra, na Suíça, o Diálogo Internacional sobre o Futuro do Trabalho, e abordou questões sobre o desenvolvimento das nossas sociedades nos próximos anos.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Guia para jornalistas sobre trabalho escravo

Descrição para cegos:imagem mostrando mãos abertas em cima de uma cama com uma corrente presa aos punhos. Em segundo plano, vemos uma almofada.
Por Lucas Adriel
A ONG Repórter Brasil, fundada em 2001 por jornalistas, cientistas sociais e educadores com o objetivo de despertar a reflexão e ação sobre a violação dos direitos fundamentais dos povos e trabalhadores no Brasil, lançou um Guia Rápido para Jornalistas sobre o Trabalho Escravo.
Com esse guia, o jornalista fica familiarizado com as vertentes do trabalho escravo segundo a legislação brasileira, como: condições degradantes de trabalho, jornada exaustiva, trabalho forçado e servidão por dívida. Além disso,apresenta dados sobre regiões e municípios com o maior número de casos de trabalho escravo no Brasil.

domingo, 30 de abril de 2017

Trabalho e saúde mental

Descrição para cegos: Mão feminina no chão, segurando comprimidos e com outros em volta.

Por Amanda Rodrigues

Há uma imensidão de trabalhos científicos que confirmam a influência das condições de trabalho na saúde em geral, principalmente na saúde mental. A falta de respeito por regras básicas de quem trabalha, para além do sofrimento pessoal, faz despender custos elevados.
Uma categoria que tem apresentado alta incidência de problemas relacionados à saúde mental, assumindo à frente na denuncia dos impactos do trabalho sobre a vida psíquica, é a dos bancários. A situação dessa categoria se agrava a cada ano, em função do aumento do assédio moral e de outras formas de pressão psicológica sobre os funcionários, para que as metas impostas pelos bancos, cada vez mais abusivas, sejam atingidas.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

II Colóquio de Direito ao Trabalho e ao Lazer, com Maria Augusta Tavares

Descrição para cegos: foto da professora Maria Augusta Tavares obtida durante a gravação do colóquio. Em primeiro plano vê-se a câmera, em cujo visor aparece a imagem captada.

A professora Maria Augusta Tavares foi a convidada da turma de Jornalismo, Cidadania e Direitos Humanos da Universidade Federal da Paraíba para o II Colóquio sobre Direito ao Trabalho e ao Lazer, ocorrido no dia 3 de novembro de 2016. Ela é Mestre e Doutora em Serviço Social, tem pós-doutorado em História Contemporânea e Economia, e lidera o grupo de pesquisa sobre o trabalho na UFPB. Além disso, integra o Grupo de Estudos do Trabalho e dos Conflitos Sociais do Instituto de História Contemporânea, da Universidade Nova de Lisboa, Portugal. O colóquio foi organizado por Annaline Araújo, Cristiano Sacramento, João Diniz e Manoel Holanda.

CONFIRA O COLÓQUIO NA ÍNTEGRA:

1 - Flexibilização do trabalho
- A professora fala sobre os males que as novas propostas de flexibilização do trabalho trazem para a classe trabalhadora.


quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Vogue, o preço pago por carregar o nome da marca

   
Descrição para cegos: Imagem mostra a silhueta de cinco mulheres enfileiradas caminhando. Duas delas carregam bolsas

                                                      Por Annaline Araújo

A Vogue, revista de moda feminina mais influente do mundo, publicou no site da edição brasileira alguns requisitos para suas jornalistas. O material foi elaborado pela diretora de redação, Daniela Falcão; a redatora-chefe, Silva Rogar; e a diretora de moda, Bárbara Migliori, tentando revestir de glamour o trabalho na publicação.
Nos pré-requisitos para a profissional da área de comunicação interessada em trabalhar na empresa, constam que precisa se submeter a algumas exigências como a possibilidade de dormir apenas cinco horas por dia, ter boa memória e esbanjar bom humor apesar de ter que acompanhar desfiles e lançamentos de coleções que podem chegar a mais de 20 mil looks mensais.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Cortadores de cana de açúcar vivem trabalho escravo

Descrição para cegos: foto de um trabalhador no canavial, curvado, segurando um facão com a mão direita erguida enquanto com a esquerda segura uma cana par cortá-la.  Veste camisa que cobre seus braços, calça comprida com bota de borracha e boné de onde sai um pano que lhe cobre a nuca..
Por Annaline Araújo

Mesmo com a mecanização do corte da cana de açúcar, a exploração dos trabalhadores nesse setor continua. Eles sofrem com a jornada exaustiva e a má remuneração, pois não tem um valor fixo. Dependem da produção e a meta diária estabelecida, o que varia e é calculada em toneladas.
“O trabalho no corte de cana-de-açúcar é, reconhecidamente, um dos mais árduos do meio rural brasileiro. Assim, hoje, o ritmo imposto aos trabalhadores é de competição com as máquinas, já que uma colheitadeira realiza o trabalho de 80 a 100 pessoas. Excesso de horas extras é um dos problemas mais comuns nas lavouras do país”, explica o site Escravo Nem Pensar, que atua na denúncia contra o trabalho escravo no país.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

A escravidão ainda existe

Descrição para cegos: imagem de um boneco cabisbaixo, tendo uma das pernas presa a uma pesada bola de ferro por uma corrente.

O conceito de escravidão mudou. Hoje é considerado trabalho escravo qualquer forma laboral em que o indivíduo é obrigado a jornadas exaustivas, não tem descanso suficiente ou é submetido a condições de trabalhos degradantes. O site Repórter Brasil
 tem uma reportagem em vídeo que conta a história de duas bolivianas enganadas e trazidas para o Brasil com a esperança de melhoria de vida, mas ao chegarem, foram submetidas ao trabalho escravo. Assista ao vídeo (Annaline Araújo)

quinta-feira, 31 de março de 2016

Série fotográfica retrata a escravidão moderna

Descrição para cegos: foto mostra um grupo de mineiros sentados. Eles estão sem camisa, os corpos
cobertos de poeira e, na cabeça, têm uma lanterna usada para iluminar os túneis da mina,
presa por uma correia 

Será que ainda há escravidão na sociedade contemporânea? Afirmo com tristeza que sim. Atualmente, mais de 27 milhões de pessoas são escravizadas e a maioria de nós finge não saber. Foi para trazer a tona esta parte da sociedade que a fotógrafa e ativista Lisa Kristine produziu a série Modern Day Slavery. Na série, Lisa mostra o terrível mundo da escravidão moderna. Em 2012, na conferência TED, sua interferência deixou o alerta sobre este grande problema. TED é uma organização sem fins lucrativos, dedicada ao lema “ideias que merecem ser compartilhadas”. Começou há 26 anos como uma conferência na Califórnia. Você pode conferir algumas imagens da série e o vídeo da conferência neste link (Samara Mello).

segunda-feira, 14 de julho de 2014

O direito de Greve

       
       O direito de greve é garantido pela Constituição Federal, através do 
artigo 9º, sendo um direito social de todo e qualquer trabalhador, e cabe aos 
próprios trabalhadores exercerem a oportunidade desse direito.
Caso se trate de serviços essenciais, um mínimo de 30% do contingente 
deverá trabalhar na forma de rodízio, para evitar prejuízos maiores, quer ao 
Estado, quer à população.
      Deste modo, a greve é uma garantia constitucional do servidor público 
civil e privado, que deve e pode ser exercida, sem punições ou restrições 
quando realizada dentro da legalidade, sendo necessário que haja coerência 
e boa-fé nas negociações, preservando sempre o princípio da dignidade 
da pessoa humana em relação aos vencimentos, de forma a capacitar o 
trabalhador a sustentar sua família, e ter boas condições de saúde, educação 
     Registramos ainda que muitas pessoas que hoje abominam a greve 
não se recordam que as garantias jurídicas de natureza social que possuem 
como: aposentadoria, auxílio-doença, licenças, férias, limitação da jornada 
de trabalho, etc., além de direitos políticos como o voto e a representação 
democrática das instituições públicas, vieram da organização e da 
reivindicação dos movimentos operários e greves.

Elaine Figueiredo