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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Lazer

Descrição para cegos: ilustração mostra mesa de trabalho onde estão um notebook, óculos, vaso de planta e xícara de café. A mesa é aberta no meio por um zíper que revela uma piscina, um guarda sol de palha e uma cadeira sobre um gramado.
Por Lucélia Pereira
Suspeito que não é à toa que lazer rima com viver. Estou certa que merecemos reverenciar os finais de semana, feriados prolongados e até dias de ócio. Preciso agradecer pelo tempo livre para escrever um poema, ou pensar no que ainda não escrevi.
Reverencio os momentos em que consigo sentir o tédio e fazer absolutamente nada quanto a isso. As tardes olhando pro teto, os domingos de sol, os dias de praia, o espaço fugitivo das lutas diárias.
A pausa para desligar o celular, ignorar as obrigações sociais e profissionais, esquecer das horas e jogar fora os relógios. Sentada, distraída e feliz, a brincar com os filhos e netos, ou parar para ouvir os discos acumulados, faixa a faixa. A alegria servida ainda quente nas folgas aproveitadas para rever os amigos ou viajar.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

O peso do trabalho

Descrição para cegos: a ilustração mostra silhuetas de homens de terno e com pastas na mão, correndo sobre a borda de um grande cronômetro.

Por Lucélia Pereira

O trabalho é uma atividade marcada por valores econômicos e sociais. Na balança das virtudes, realização pessoal, prosperidade financeira e amadurecimento são algumas das qualidades atribuídas à atividade. Mas o trabalho também pesa. E às vezes a carga é maior do que alguém pode carregar.
Na faixa Música de Trabalho (composição de Renato Russo, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá), presente no álbum A Tempestade, da banda de rock Legião Urbana, o eu lírico se mostra dividido entre a consciência da importância de ter um emprego e as dores trazidas com o ofício.

domingo, 12 de novembro de 2017

Sobre mulheres, refúgio e trabalho

Descrição para cegos: foto de lara, refugiada de Moçambique. Ela está sentada em uma cadeira e ao seu lado vemos uma mesa com dois computadores.

Como forma de celebrar o encerramento da segunda edição do projeto Empoderando Refugiadas, a Rede Brasil do Pacto Global da ONU lançou o documentário Recomeços: Sobre Mulheres, Refúgio e Trabalho, que apresenta relatos emocionantes de dez mulheres refugiadas no Brasil, mostrando suas experiências e desafios ao recomeçar a vida em outro país. Elas abordam principalmente os impactos do trabalho em suas relações familiares e sociais. O projeto Empoderando Refugiadas é uma iniciativa que visa aumentar o acesso dessas mulheres ao emprego formal no Brasil. Assista ao documentário aqui. (Lucélia Pereira)

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Lei do Aprendiz: 12 anos depois

Descrição para cegos: foto mostra uma sala de aula com jovens conversando e sorrindo.

Criada no ano 2000 e regulamentada em 2005, a Lei do Aprendiz é uma importante política contra o trabalho infantil no Brasil. A partir dela, é permitida a contratação de adolescentes só a partir dos 14 anos de idade, a fim de promover um desenvolvimento profissional adequado. O site do projeto Rede Peteca fez uma reportagem especial para mostrar como está a situação da Lei do Aprendiz após 12 anos de sua criação. O projeto apresentou dados e discutiu os resultados com especialistas envolvidos no tema combate ao trabalho infantil. Acesse a reportagem aqui. (Lucélia Pereira)

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Circuito fechado

Descrição para cegos: foto de uma ampulheta em cima de um jornal.

Lucélia Pereira

Desculpe-me, depois ligo pra você. Esqueci meu nome. Devo tê-lo deixado anotado em alguma lista das minhas tarefas do dia. A vida é curta e eu não sabia. Depois das obrigações, reuniões, repartições e negociações de trabalho, vou contar quantos minutos me sobram pra viver de verdade. 
Hoje parece que não vai dar tempo de sorrir. O relógio de pulso me avisa que hoje não dá. Talvez amanhã, se ele me deixar, ou se houver um tempo em minha agenda.
É da empresa privada o meu tempo, meu nome, minhas mãos, minha energia, disposição, dedicação e alguns longos anos da minha vida quase inteira. Não me interessa ser o funcionário do mês e eu já nem sei porque estou nesse sistema mecânico. Eu também queria ir embora, fazer uma greve ou rebelião, subverter o padrão, mas hoje não vai dar.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Setor metalúrgico perdeu 544 mil vagas em 4 anos

Descrição para cegos: foto de metalúrgico usando capacete e máscara de proteção. Em segundo plano, vemos labaredas, indicando que algo está sendo soldado.

De acordo com Marcelino da Rocha, presidente da Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (Fitmetal), o setor teve uma queda de 544 mil vagas de emprego desde 2013. A informação foi dada durante o 4º Congresso Nacional da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil - CTB. Enfrentando quatro anos seguidos de mais demissões que contratações, o país conta com apenas 1,9 milhão de metalúrgicos com carteira assinada. Mais informações podem ser lidas no Portal CTB, através deste link. (Lucélia Pereira)

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Assédio sexual no trabalho: identifique e denuncie

Descrição para cegos: capa da cartilha. Apresenta a ilustração de uma mão sobre o rosto de uma mulher.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) lançou uma cartilha de combate ao assédio sexual no ambiente de trabalho. Em um formato de perguntas e respostas, a publicação informa sobre situações que configuram a prática abusiva e orienta empregadores e vítimas sobre como denunciá-la. Além disso, explica como o MPT atua para coibir esse tipo de crime. O material foi feito em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Para acessá-lo, clique aqui. (Lucélia Pereira)

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Estagiário, conheça seus direitos!

Descrição para cegos: a foto mostra uma jovem sentada, olhando para a tela de um notebook que está sobre a mesa onde também se vê 2 celulares, um caderno e um vaso de planta.

Por Lucélia Pereira

Válido para estudantes do ensino fundamental, médio e superior, o estágio é uma atividade importante para quem busca experiência no mercado. No entanto, a falta de conhecimento sobre seus direitos pode fazer com que o estagiário acabe passando por situações de exploração.
Para resguardar o estudante que desempenha atividades para formação profissional, foi criada a lei 11.788, de 25 de setembro de 2008, que é mais conhecida como Lei do Estágio. Entre os direitos resguardados estão o de exercer jornada de no máximo 30 horas semanais, redução da jornada nas semanas em que o aluno tiver prova, seguro contra acidentes pessoais e período de recesso (correspondente as férias do trabalhador) quando o estágio for de, pelo menos, um ano.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

O conselheiro tutelar e o trabalho infantil

Descrição para cegos: foto de garoto sentado no chão, em meio a pés de cana-de-açúcar. Ele está com o braço esquerdo apoiado na perna esquerda e usa calça jeans, regata e um boné com a frase “conspiração”. 

O trabalho infantil é um dos problemas sociais enfrentados no Brasil. Os conselheiros tutelares têm um importante papel no combate a esse tipo de violação dos direitos humanos, pois eles mantêm contato com crianças em situações de vulnerabilidade. Sobre o tema, o site do projeto Rede Peteca entrevistou Tiago Ranieri, procurador do Trabalho de Goiás (GO). Entre outros esclarecimentos, ele falou sobre como deve ser a formação dos conselheiros, o curso a distância do Ministério Público do Trabalho para ajudar na capacitação desses profissionais e que atitudes eles devem tomar ao identificar uma situação de trabalho infantil. Leia aqui. (Lucélia Pereira)

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Escravo, nem pensar!

Descrição para cegos: foto de um dedo apontando para o Brasil em um globo.


Por Lucélia Pereira

Desde 2004, a ONG Repórter Brasil, em parceria com o Ministério Público do Trabalho, realiza o programa "Escravo, nem pensar!", em dez estados brasileiros. A iniciativa é voltada para a formação de professores da rede pública de ensino, para educá-los sobre os temas imigração, tráfico de pessoas e prevenção ao trabalho escravo. O objetivo é preparar os educadores para lidar com esses assuntos em sala de aula, desmistificando a relação que é feita entre pessoas migrantes e escravizadas, na tentativa de expandir o alcance da prevenção ao trabalho degradante.
No ano passado, o programa realizou a formação continuada “Migração como direito humano: rompendo o vínculo com o trabalho escravo”, com 330 professores e 5.108 estudantes da rede pública do estado de São Paulo. Um dos resultados da campanha foi um mini-documentário. A produção audiovisual dá voz a educadores e alunos filhos de imigrantes para contarem os desafios de tentar promover um ambiente multiétnico e de integração. O documentário está disponível aqui