quinta-feira, 31 de março de 2016

Série fotográfica retrata a escravidão moderna

Descrição para cegos: foto mostra um grupo de mineiros sentados. Eles estão sem camisa, os corpos
cobertos de poeira e, na cabeça, têm uma lanterna usada para iluminar os túneis da mina,
presa por uma correia 

Será que ainda há escravidão na sociedade contemporânea? Afirmo com tristeza que sim. Atualmente, mais de 27 milhões de pessoas são escravizadas e a maioria de nós finge não saber. Foi para trazer a tona esta parte da sociedade que a fotógrafa e ativista Lisa Kristine produziu a série Modern Day Slavery. Na série, Lisa mostra o terrível mundo da escravidão moderna. Em 2012, na conferência TED, sua interferência deixou o alerta sobre este grande problema. TED é uma organização sem fins lucrativos, dedicada ao lema “ideias que merecem ser compartilhadas”. Começou há 26 anos como uma conferência na Califórnia. Você pode conferir algumas imagens da série e o vídeo da conferência neste link (Samara Mello).

terça-feira, 20 de outubro de 2015

A origem do que vestimos

Descrição para cegos: cartaz do documentário
mostra três pessoas (duas mulheres e um homem)
bem vestidas com sacolas de compras
cobrindo-lhes as cabeças. Em volta delas várias sacolas
de compras abarrotadas de roupas.
Você já parou para pensar de onde vêm as peças de roupa que usa, de que material são feitas ou quem as produziu? Normalmente nunca nos questionamos sobre essa origem. Porém, um fato pouco conhecido é que a chamada ‘indústria da moda’ é a 2ª mais poluente, perdendo apenas para a de petróleo. O documentário “The True Cost” faz revelações espantosas sobre cada etapa da cadeia produtiva da indústria de vestuário, dando destaque aos impactos ambiental e humanitário. Seu objetivo é fazer refletir sobre o consumismo e responder à pergunta: “quem realmente paga o preço pelas nossas roupas?”. 
Leia, a seguir, a crítica da jornalista Ana Carolina Rodarte, no seu blog Fashionbudz (Giovana Ferreira).

The True Cost: quem realmente paga o preço das suas roupas?


sexta-feira, 13 de março de 2015

Trabalho análogo à escravidão: uma latente realidade

Descrição para cegos: foto em preto e branco mostra um grupo de 7 trabalhadores rurais atrás de grades que parecem ser de caminhão de transporte de cana de açúcar. 

Por Natan Cavalcante

No dia 28 de janeiro foi lembrado o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. Ainda nos dias atuais, é possível perceber que a exploração da mão de obra de seres humanos permanece como uma latente e obscura realidade do Brasil. Mais de um século depois de instituída a abolição da escravidão (Lei Áurea) [1], acordo datado de maio de 1888, é fácil constatar que não erradicou-se por completo essa prática no país.

domingo, 7 de setembro de 2014

Construção Civil X Analfabetismo

Descrição para cegos: imagem mostra aula do projeto Zé Peão. A atividade é numa sala no canteiro de obra, ainda não concluída, com uma das paredes ainda nos tijolos, sem revestimento ou pintura. Sentados em carteiras, 6 operários ouvem a professora, que está de pé.

O Dia Internacional da Alfabetização é comemorado no 8 de setembro. Um setor que sempre foi visto com alto índice de analfabetismo é o da construção civil, porém tem se mobilizado para mudar essa realidade. Em todo o país já há alguns anos empresários e entidades ligadas ao segmento têm promovido programas de alfabetização e aperfeiçoamento educacional com o intuito de reduzir esse cenário histórico da mão de obra empregada nos canteiros.
Aqui na Paraíba destaca-se o projeto Zé Peão, do Centro de Educação da Universidade Federal da Paraíba que há 23 anos desenvolve atividades de alfabetização no próprio canteiro de obras, numa parceria com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário (Sintricom).

domingo, 24 de agosto de 2014

Colóquio sobre Trabalho e Lazer

Descrição para cegos: foto mostra a professora Melissa e a câmera
filmando-a, com ela aparecendo no visor

A turma de Jornalismo e Cidadania promoveu no dia 6 de agosto deste ano, um colóquio sobre Trabalho e Lazer contando com a presença da professora Melissa Gusmão. Melissa é graduada em Ciências Jurídicas pela Universidade Estadual da Paraíba (2006) e mestre em Ciências Jurídicas pela Universidade Federal da Paraíba (2008).
Atualmente é professora do Centro de Ciências Jurídicas da Universidade Federal da Paraíba e professora Pesquisadora II CAPES/UAB. Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Direitos Humanos, Direito Constitucional e Direito Internacional, atuando principalmente nos seguintes temas: Direitos Humanos e Fundamentais, Educação e Direitos Humanos, Direito Internacional, Estado e Democracia.
Seguem abaixo os vídeos com as explanações da professora no colóquio:

domingo, 17 de agosto de 2014

A influência cultural e a aceitação dos novos direitos domésticos

Descrição para cegos: charge mostra a faxineira tirando o pó da carteira de trabalho, enquanto a patroa, de saída, olha preocupada a cena.

No dia 7 de agosto, entrou em vigor a Lei que estabelece multa de até R$ 805,06  para o patrão que não assinar a carteira de trabalho do empregado doméstico. A previsão está na Lei 12.964/14.
Desde o surgimento da PEC das domésticas, as discussões sobre os direitos assegurados a esta categoria vem em alta nos assuntos debatidos por todos que recebem o serviço desses trabalhadores. A verdade é que a reparação de uma injustiça histórica e de um resquício escravagista pareceu não agradar a todos os patrões.
Numa cultura que teve sua semente plantada em costumes escravocratas, passando por uma colonização portuguesa e por costumes em que as mulheres (em sua maioria negras), serviam aos senhores em troca de casa e comida, uma mudança tão rápida de hábito e de aceitação da perda do poder sobre classes minoritárias é de fato complexa.

sábado, 16 de agosto de 2014

O que é assédio moral no trabalho

Descrição para cegos: Patrão irritado com funcionário que está com expressão de medo sentado na cadeira da mesa do computador.

O assédio moral é o mesmo que violência moral: trata-se de exposição de trabalhadores a situações vexatórias, humilhantes e constrangedoras durante o exercício de sua função. A vítima pode sofrer danos psíquicos e até físicos de caráter permanente.
Confira mais informações sobre o assédio moral no trabalho no texto a seguir, de autoria do agente fiscal João Francisco Neto, publicado originalmente no Blog do AFR que pode ser acessado em : http://www.blogdoafr.com (Mariana Mesquita)

João Francisco Neto
Nos dias de hoje, fala-se muito em assédio sexual, mas há outra prática perversa que atinge considerável número de pessoas, e que, contudo, não é tão comentada: trata-se do assédio moral.