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domingo, 11 de novembro de 2018

O trabalho doméstico nas telonas

Descrição para cegos: Cartazes dos filmes. O primeiro, “Que horas ela volta?”, é de uma cena do filme onde Val, personagem principal, alisa os cabelos de Fabinho, filho de sua patroa, no seu colo.

O segundo, de “Doméstica”, uma mulher com uniforme de funcionária doméstica segurando uma vassoura para cima.

Luana Almeida

O Brasil é país com maior número de empregados domésticos do mundo conforme o relatório da Organização Internacional do Trabalho de 2017, são 7 milhões de trabalhadores no setor.
De acordo com a última pesquisa de inserção de mulheres no mercado de trabalho, feita pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social (MTPS) e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em 2016, 92% dos domésticos do Brasil são mulheres, sendo a maioria negra e de baixa escolaridade.  


Duas obras brasileiras tratam dessa realidade com métodos diferentes mas a  mesma sensibilidade: O documentário Doméstica e o filme Que Horas Ela Volta exibem a rotina de uma parte considerável de trabalhadoras.


  • Doméstica, 2012
O documentário do pernambucano Gabriel Mascaro foi filmado pelos ‘patrões’, muitos criados pelas próprias domésticas. 

Os jovens gravaram a rotina das funcionárias, permitindo que o seja exibido.
No relato daquelas que são protagonistas do longa e as cenas com as famílias que elas servem é possível ver a íntima relação e ao mesmo tempo a enorme diferença de classes nessa união que ultrapassa, e às vezes, desrespeita o profissional.


  • Que horas ela volta, 2015
O filme conta a história de Val, nordestina que foi a São Paulo trabalhar. Nele também vemos uma íntima relação de funcionária e com o filho da patroa, uma relação maternal que a protagonista não tem com sua própria filha. A trama se desenrola quando Jéssica, filha de Val, vai a São Paulo para prestar vestibular e passa a cruzar a linha da relação profissional da mãe e de seus empregadores. 
















sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Trabalhador Doméstico

Descrição para cegos: Na imagem há uma charge de mulher estendendo roupas no varal e a frase "Trabalhador Doméstico" em cima.


Por meio da PEC nº 72/05, o Congresso Nacional considerou iguais os empregados domésticos aos demais trabalhadores, deixando de serem vistos como ‘agregados’ da casa e passando a ter os mesmos direitos de qualquer outro trabalhador, por exemplo, estendendo-lhes o direito ao FGTS e a remuneração do trabalho noturno, dentre outras garantias. Os empregadores têm até o dia 7 de agosto para regularizar todos os empregados que prestam serviços domésticos.

Trata-se de romper uma cultura dos tempos da escravidão, em que os senhores dispunham de serviçais encarregados das mais diversas atividades. Os esforços para regularização da situação partirão das entidades sindicais, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e da Justiça do Trabalho. (Débora Cardoso)



Passado mais de um ano da aprovação da PEC das Domésticas, está chegando ao fim o prazo para regularização da contratação em carteira desses trabalhadores. Até o dia 8 de agosto, todos os empregados que prestam serviços domésticos de forma contínua em residências, como caseiros, vigilantes, porteiros e as empregadas domésticas, devem ter registro em carteira, sob pena de multa de R$800 a R$1 mil. Se comprovada a irregularidade em ação judicial individual, além da indenização o empregador terá que arcar com todos os pagamentos devidos, como férias proporcionais não pagas, 13º salário e horas-extras.