segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Estima-se que mais de 400 mil vagas de emprego temporário surjam neste fim de ano


A indústria é quem mais vai contratar nessa modalidade, o setor de comércio, por sua vez, demonstrou queda no número de vagas em relação ao ano passado


Descrição para cegos: Desenho de uma mão segurando uma lupa de encontro a uma lista de candidatos
Por Lucas Macieira
          Independentemente da situação em que o país esteja passando, no fim do ano todos sabem que os “empregos temporários” estarão lá para darem uma ajudinha no complemento da renda, ou mesmo para socorrer os que estão sem ocupação neste período. A única certeza é que, nos últimos anos, com a crise econômica e com o desemprego chegando a atingir mais de 12 milhões de pessoas, a procura por essas vaguinhas preciosas vem aumentando.

           Segundo a Associação Brasileira de Trabalhos Temporários (Asserttem), a estimativa para o ano de 2018 é que pelo menos 434 mil postos de trabalho se abram no período de fim de ano, por causa da grande movimentação das compras de natal e ano novo. O número de vagas cresceu em relação ao mesmo período do ano passado, mas isso se deve pelo melhoramento do setor industrial nesta estatística. O varejo, por sua vez, diminuiu as contratações temporárias em quase 2% em relação ao ano passado.

A administradora recém formada, Juliana Santos, 23, foi uma das pessoas beneficiadas com esse período de contratações.

“Eu estava estagiando, mas quando minha faculdade acabou fiquei parada por uns meses. Como nesse período sempre aparece alguma coisa, fiquei atenta às oportunidades e consegui a vaga”, disse. “Sem contar que, se a empresa gostar de mim, ainda tem a possibilidade de eu ser contratada após o período estipulado. Se não vier a acontecer, fico com a experiência para o meu currículo. No fim das contas só tenho a ganhar”, concluiu.

 Apesar de ser temporário, muitas empresas efetivam alguns funcionários no fim do período de contrato. A estimativa da Confederação Nacional de Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) para 2018 é que a taxa de efetivação fique em torno de 19%, uma queda de 4% em relação ao ano anterior.

Essa modalidade de emprego é uma solução paliativa aos trabalhadores, pare que consigam respirar em meio ao sufoco do desemprego. Ainda que neste período do ano as estatísticas em relação ao tema trabalho melhorem, o fato é que daqui a poucos meses as coisas voltam à situação de calamidade em que estamos vivendo.

Não importa o que o “mercado”, essa entidade abstrata e poderosa que tem a opinião considerada mais relevante que a dos palpáveis trabalhadores, diga. O emprego é importante sim para os cidadãos, mas a estabilidade também entra nessa equação. O trabalhador precisa ter seus direitos resguardados para viver com dignidade. 

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